Oito pessoas foram indiciadas após a conclusão de uma fase complementar da Operação Serras Gerais, investigação conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO).
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o grupo é suspeito de integrar núcleos financeiro, empresarial e comercial de uma organização criminosa de atuação interestadual investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
As apurações apontam que empresas ligadas ao núcleo investigado teriam movimentado mais de R$ 64 milhões. Entre os mecanismos identificados pelos investigadores estão empresas de fachada, transferências bancárias, utilização de criptoativos, emissão de notas fiscais e negociações envolvendo veículos de alto valor.
Em uma das movimentações analisadas, a investigação identificou repasses superiores a R$ 9,3 milhões por meio de transferências via Pix de empresas de fachada para uma instituição de pagamento que, segundo a apuração, operava sem autorização do Banco Central.
O indiciamento representa uma etapa da investigação e não significa condenação. Os elementos apurados deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis no decorrer do procedimento criminal.